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A recomendação é de que todas as pessoas sob risco de contrair o vírus causador da Aids façam uso dos medicamentos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou esta semana as novas diretrizes de tratamento e prevenção para HIV/Aids. As recomendações incluem que todas as pessoas que têm o vírus HIV comecem o tratamento com antirretrovirais imediatamente e que todos que estejam em risco de infecção façam uso de drogas similares como forma de precaução, além do preservativo, antes de uma relação sexual.

Hoje, a PrEP só está disponível em alguns sites estrangeiros para compra particular no Brasil. Isso porque o uso de antirretrovirais como forma de prevenção ainda está em fase de testes. O Ministério da Saúde aguarda os resultados de estudos conduzidos por universidades como Fundação Oswaldo Cruz, Universidade de São Paulo, Universidade Federal da Bahia e Universidade Federal de Minas Gerais para estimar quando a profilaxia pré-exposição, ou PrEP, deverá estar disponível à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o tratamento para HIV é gratuito pela rede pública e todas as pessoas que tiveram exposição ao vírus podem procurar um posto de saúde em até 72h para tomar a profilaxia pós-exposição (PEP), que consiste no uso de antirretrovirais ao longo de 28 dias para impedir a infecção.

Atualmente, o tratamento para quem vive com HIV consiste na combinação de pelo menos três medicamentos antirretrovirais, que têm o objetivo de suprimir e parar a progressão do vírus dentro do organismo. Desde 2013, a OMS também recomenda o uso de remédios parecidos com fins de prevenção, mas antes a recomendação era exclusiva para homossexuais, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e pessoas com parceiros infectados. Agora, com as novas diretrizes, milhões de pessoas em todo o mundo estão recomendadas a tomar as doses preventivas também.

É importante ressaltar que, apesar de revolucionária, essa nova forma de prevenção não substitui o uso do preservativo, uma vez que não previne totalmente contra o vírus e não é eficaz contra outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Fonte: Minha Saúde